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Uma mensagem para você

Gostaria de compartilhar com você uma notícia especial: Sou candidata a deputada federal pelo PSOL em São Paulo.

Tomei essa decisão depois de discutirmos na APIB a importância de lançarmos candidaturas indígenas com viabilidade eleitoral nos estados onde isso for possível para fazer frente a poderosa bancada ruralista e seu lobby da ganância.

São Paulo é um estado central para a política nacional. Aqui estão sediadas boa parte das grandes empresas cujas decisões afetam as populações e territórios de todo o país, em especial os povos indígenas que lutam para sobreviver e para manter viva a natureza. Como colocamos no chamado para o Acampamento Terra Livre deste ano, precisamos “retomar o Brasil, demarcando territórios e aldeando a política”!

A política precisa se tornar um espaço de reflorestamento de mentes e corações, e um instrumento de combate efetivo as emergências climáticas e a guerra contra o planeta. Em uma metrópole como São Paulo, uma das maiores cidades indígenas do Brasil, construir uma forma conjunta e democrática de conduzir nossos futuros parece muito urgente.

Os povos indígenas representam 5% da população mundial, e somos responsáveis pela preservação de 80% da biodiversidade do planeta! Além disso, de acordo com relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, nosso modo de vida contribui decisivamente para oequilíbrio do clima do planeta.

Não é possível que mesmo sendo os principais guardões da natureza, nós ainda estejamos tão subrepresentados no Congresso Nacional, com apenas 02 indígenas eleitos em toda a história da nossa República!

Por isso, gostaria de contar com seu apoio e sua colaboração política para a construção da nossa candidatura.

Um grande abraço
Sonia Guajajara

1.

Defesa da democracia!

Não tem objetivo mais importante nas eleições de 2022 do que derrotar Bolsonaro, um governo liderado por um neofascista, violador das liberdades democráticas, dos direitos humanos, dos direitos sociais, do meio ambiente e da própria vida. Quando há um genocídio em curso, não existe democracia. Um país para todos, um futuro para todos. Com Lula, Haddad e o apoio às candidaturas de esquerda vamos trabalhar para um São Paulo e um Brasil melhor. Sabemos que é possível fazer diferente!

Precisamos recompor a democracia em nosso país, acabar com o bolsonarismo, olhar para o futuro sem perder de vista o que aprendemos com o passado.

O resgate da democracia não pode prescindir das vozes dos povos e comunidades tradicionais, por isso, estaremos atentas à observância da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e da aplicação dos protocolos próprios de consulta. Com as bancadas da Terra e do Cocar podemos impedir que erros do passado se repitam e construir um novo projeto de país, do povo e para o povo.

2.

Defender a Amazônia!

É importante ter vozes no Congresso Nacional que, representando o Estado mais rico do Brasil, defenda um dos nossos mais importantes biomas!

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, tendo fundamental importância para a regulação do clima global. Sua conservação é essencial na luta para barrar o avanço da emergência climática.

O regime de chuvas, e consequente abastecimento hídrico, do estado de São Paulo depende da Amazônia de pé.

Para manter a floresta em pé, é preciso garantir a vida e os direitos de quem a habita e a preserva: povos originários e tradicionais que vivem da floresta e que têm sido alvos preferenciais dessa política genocida e ecocida.

3.

Defender a Mata Atlântica!

Defender a Mata Atlântica, um dos biomas com maior biodiversidade do mundo, mas que, desde que o governo Bolsonaro se instalou, vem sendo cada vez mais devastado.

A Mata Atlântica foi o primeiro bioma afetado pela colonização portuguesa. Em 522 de invasão, perdemos mais de 90% da área do bioma para os latifúndios e para as grandes cidades. Hoje, restam apenas fragmentos florestais remanescentes. No estado de São Paulo, estão importantes áreas preservadas de Mata Atlântica, no Vale do Ribeira, no Vale do Paraíba e Litoral Norte. Em comum, essas regiões contam com a presença de povos tradicionais e originários, que vivem da floresta em pé. É preciso conservar o que restou da Mata Atlântica, garantindo também o direito à permanência e aos costumes daqueles que a protegem, assim como recuperar áreas degradadas e desmatadas.

4.

Enfrentamento à emergência climática

Por um novo ambientalismo dos territórios, do movimento indígena e que une todas as diferenças sociais para um chamado em comum na defesa da Mãe Terra.

O atual modo de produção e consumo, que enriquece poucos às custas da exploração e opressão de muitos, não pode ser sustentado pelo nosso planeta. As mudanças climáticas são a mais representativa consequência desse modelo. Não é mais uma ameaça distante, é realidade, concreta e urgente. A emergência climática se manifesta a nossos olhos com os eventos extremos: secas prolongadas, chuvas e enchentes, ondas de calor fora de época. Quem se beneficia dessas mudanças são aqueles que seguem lucrando e enriquecendo, enquanto as populações pretas, indígenas, nas periferias das cidades e no campo são quem mais sofre suas consequências. Não estamos no mesmo barco!

5.

Defender os rios, mares e nascentes

Defender os rios, mares e nascentes é defender não só a natureza, mas também a vida e a saúde de todas e todos.

A falta de acesso a água potável ameaça a todos nós. Em São Paulo, estamos às portas de uma nova crise de abastecimento hídrico causada, entre outros fatores, pela não conservação de nossos mananciais. Rios concretados, poluídos e mortos abastecem reservatórios desprotegidos. O desmatamento, impermeabilização e as monoculturas sufocam nascentes, que deixam de existir. Enquanto isso, no litoral, além do despejo de poluentes e lixo, vemos a pesca industrial afetar a biodiversidade marinha e a vida dos povos que vivem do mar. Água não é mercadoria. Sem ela não há vida. Precisamos proteger e recuperar a qualidade desse bem que é direito de todos os seres.

6.

Lutar contra a grilagem de terras, o garimpo, as madeireiras e o desmatamento nas florestas e demais biomas.

A economia da destruição que acontece na floresta é gerida por pessoas que têm como guia o ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, que promoveu um desmonte das políticas socioambientais. Por isso é preciso, em São Paulo, eleger quem defende a floresta e luta contra as oligarquias inescrupulosas.

Não é aceitável a produção pecuária e madeireira baseadas na destruição das florestas, com a regularização das invasões de terras públicas, com a invasão dos territórios Quilombolas, dos Territórios dos Povos Indígenas, como o governo Bolsonaro estimula.

Não podemos aceitar o garimpo com derramamento de mercúrio e outros contaminantes nos rios, com a destruição da floresta, matando os peixes, matando os Yanomami, matando os Munduruku, com a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras. O ouro, o diamante, o alumínio, e outros minérios não podem carregar o sangue indígena.

7.

Lutar pela reforma agrária.

Lutar pela reforma agrária, não apenas garantindo a demarcação dos territórios indígenas, mas também o direito do uso da terra para a vida, e não para o lucro. O acesso à terra deve ser democratizado.

A reforma agrária popular com a desglobalização do sistema alimentar, é um caminho único para cuidar da Amazônia, da Mata Atlântica e de todos os biomas e proteger o equilíbrio ecológico que nos sustenta, e que irá sustentar nossas netas e netos. Nós pertencemos a terra, não é a terra que pertence a nós – e muito menos a uma pequena oligarquia que manda nesse país.

8.

A produção de alimentos como parte da vida. .

Combater a fome e defender a agroecologia, as agroflorestas, a agricultura familiar e a agricultura urbana na construção de soberania alimentar.

O acesso a uma alimentação saudável, variada e livre de veneno não pode ser um privilégio para poucos. A produção agrícola no Brasil não pode ser de commodity. Alimentar nossa população deve ser nossa prioridade máxima. Para isso é preciso encurtar os ciclos de produção e consumo, incentivando a produção de alimentos próxima dos centros de consumo, reduzindo intermediários e valorizando o trabalho dos agricultores, incentivando novas formas de organização de quem planta comida e de logística de distribuição para quem precisa comprá-la. Também é necessário fortalecer agricultores que usam técnicas ecológicas, compatíveis com as características físicas, biológicas e culturais de seus territórios, além de estimular e fornecer apoio técnico àqueles que querem transicionar seus plantios para sistemas agroecológicos, agroflorestais etc.

9.

Reconstruir e reerguer

Reconstruir e reerguer, de forma ainda mais democrática, as instituições e organizações que o governo Bolsonaro destruiu com o desmonte de políticas socioambientais, visando a defesa da Amazônia e demais biomas.

Desde que Salles foi ministro do Meio Ambiente, Bolsonaro garantiu um plano de governo que passava (e passa) inicialmente pelo desmonte da já insuficiente estrutura governamental dos órgãos de controle ambiental. Vimos o esvaziamento de órgãos e entidades que se dedicam ao meio ambiente e à educação ambiental, além de inúmeras ações administrativas que, criminosamente, tem desmontado a política nacional de meio ambiente e do sistema de órgãos responsáveis por sua implementação. Junto a isso, sofremos o crescimento da violência contra os povos indígenas, ações criminosas como o “Dia do Fogo” orquestrada por fazendeiros na Amazônia e o aumento de assassinatos de ambientalistas como Dom e Bruno.

10.

Proteger e salvaguardar os saberes dos povos originários

Proteger e salvaguardar os saberes dos povos originários e historicamente oprimidos de nosso país.

Não existe natureza intocada. As florestas da Amazônia e da Mata Atlântica, que estavam aqui antes da invasão europeia, são fruto de milhares de anos de coexistência entre bioma e seus habitantes. Os povos que aqui estavam selecionaram e participaram da produção da biodiversidade que hoje conhecemos – e daquela que não conhecemos por ter sido extinta nos últimos 522 anos. Onde tem indígena, tem floresta de pé. Onde tem caiçara, tem manguezal preservado. Onde tem quilombola, tem nascente viva. É preciso garantir aos povos o direito a seus costumes e seus modos de vida.

11.

Uma nova economia solidária

Uma nova economia solidária, ecológica e sustentável a ser pauta nacionalmente, e São Paulo, como centro econômico do país, deve ajudar a propulsar essas novas ideias.

A lógica capitalista tem sido responsável pelas principais crises econômicas, sociais e ambientais no planeta, como a emergência climática, o aumento da pobreza, o desemprego,a desterritorialização das populações tradicionais e povos indígenas. Nenhuma economia pode ser promovida a partir do genocídio dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e dos camposenes e camponesas, mas sim, a partir do uso adequado dos recursos naturais disponíveis, respeitando a vida e as leis que regulam e estimulam a sustentabilidade do País. É urgente implementarmos experiências como a da economia solidária, centrada em fatores humanos, na emancipação sociopolítica do indivíduo favorecendo as relações os laços sociais, valorizando a reciprocidade e adotando formas comunitárias de propriedade sobre o princípio da solidariedade.

O Brasil é biodiverso, tem todas as condições de gerar empregos, rendas, mas com respeito à Mãe Terra e aos seres humanos.

12.

Por uma cara índígena para São Paulo

São Paulo, maculada pelas histórias dos bandeirantes que assassinaram tantos indígenas, tem a chance de se reconciliar com sua história e tornar as leis que tornam obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados realizáveis. Não é raro vermos professores e professoras que, ou desconhecem a lei, ou desejam implementá-la, mas não tiveram formação ou acesso a materiais adequados para tanto.

São Paulo tem condições de promover a divulgação e a produção de materiais que possam subsidiar o ensino dessas temáticas, especialmente materiais produzidos por autores indígenas e negros, bem como promover incentivos para a contratação de professores indígenas. É importante promover a permanência dos alunos indígenas nas escolas e nas universidades, para que, cada vez mais, os próprios indígenas tenham condições de produzir conhecimento e representar suas populações.

Além disso, é urgente lutar para que indígenas que vivem em contexto urbano sejam atendidos pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). O acesso à saúde é um direito fundamental e, para os indígenas, o direito à atenção diferenciada à saúde. É inadmissível que indígenas em contexto urbano tenham que acessar o judiciário para verem cumprida esta garantia constitucional.

14.

Por uma sociedade antirracista!

A pauta antirracista deve ser vista desde uma perspectiva ampla e interseccional, onde a defesa dos territórios esta diretamente ligada a vida. Precisamos enfrentar o racismo estrutural, mas também o racismo epistêmico – das ideias, e das formas de se estar no mundo – e o racismo ambiental. Isso quer dizer respeitar todas as formas de viver nos territórios tradicionais, seja a vida indígena, mas também quilombola, dos povos de santo, de terreiro, de fundo de pasto, caiçaras, de todas aquelas coletividades que vivem com amor ao território e que defendem a natureza como um bem comum a todas e todos, para que ninguém jamais volte a ser expulso de seu lugar sagrado de vida para dar lugar a projetos de desenvolvimento.

E que sempre tenham o direito de serem escutados e respeitados: O Direito de Consulta é um direito fundamental e constitucional, não apenas uma regulamentação Internacional.

15.

Garantir os direitos e a vida de pessoas LGBTQIA+

Defender o direito à diversidade e à pluralidade dos modos de vida para que ninguém mais morra por ser quem é.

São Paulo é o estado brasileiro que mais registrou mortes de pessoas trans em 2021 pelo 3º ano consecutivo. Dados como estes são tristes e alarmantes.

O estado com um dos maiores índices de desenvolvimento humano do país deveria lutar para ser exemplo de respeito e garantia de dignidade. Para isso, é urgente que as políticas públicas de segurança considerem a prevenção deste tipo de violência, atendam corretamente as vítimas, promovam investigações imparciais e o processamento de crimes.

As políticas de saúde devem considerar atendimento e cuidado diferenciado com a aplicação integral do Programa Nacional de Saúde da População LGBTQIA+ no SUS, casas de referência e abrigo, com atendimento psicológico e jurídico.

A democracia plena se alcança somente com a garantia de direitos, combate à discriminação e respeito à cidadania de todos.

A luta pela mãe Terra é a mãe de todas as lutas!

Me ajude a levar essa luta para o Congresso Nacional e vamos reflorestar nossas mentes e corações!

Mulheres indígenas no poder!

1.

Defesa da democracia!

Não tem objetivo mais importante nas eleições de 2022 do que derrotar Bolsonaro, um governo liderado por um neofascista, violador das liberdades democráticas, dos direitos humanos, dos direitos sociais, do meio ambiente e da própria vida. Quando há um genocídio em curso, não existe democracia. Um país para todos, um futuro para todos. Com Lula, Haddad e o apoio às candidaturas de esquerda vamos trabalhar para um São Paulo e um Brasil melhor. Sabemos que é possível fazer diferente!

Precisamos recompor a democracia em nosso país, acabar com o bolsonarismo, olhar para o futuro sem perder de vista o que aprendemos com o passado.

O resgate da democracia não pode prescindir das vozes dos povos e comunidades tradicionais, por isso, estaremos atentas à observância da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e da aplicação dos protocolos próprios de consulta. Com as bancadas da Terra e do Cocar podemos impedir que erros do passado se repitam e construir um novo projeto de país, do povo e para o povo.

2.

Defender a Amazônia!

É importante ter vozes no Congresso Nacional que, representando o Estado mais rico do Brasil, defenda um dos nossos mais importantes biomas!

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, tendo fundamental importância para a regulação do clima global. Sua conservação é essencial na luta para barrar o avanço da emergência climática.

O regime de chuvas, e consequente abastecimento hídrico, do estado de São Paulo depende da Amazônia de pé.

Para manter a floresta em pé, é preciso garantir a vida e os direitos de quem a habita e a preserva: povos originários e tradicionais que vivem da floresta e que têm sido alvos preferenciais dessa política genocida e ecocida.

3.

Defender a Mata Atlântica!

Defender a Mata Atlântica, um dos biomas com maior biodiversidade do mundo, mas que, desde que o governo Bolsonaro se instalou, vem sendo cada vez mais devastado.

A Mata Atlântica foi o primeiro bioma afetado pela colonização portuguesa. Em 522 de invasão, perdemos mais de 90% da área do bioma para os latifúndios e para as grandes cidades. Hoje, restam apenas fragmentos florestais remanescentes. No estado de São Paulo, estão importantes áreas preservadas de Mata Atlântica, no Vale do Ribeira, no Vale do Paraíba e Litoral Norte. Em comum, essas regiões contam com a presença de povos tradicionais e originários, que vivem da floresta em pé. É preciso conservar o que restou da Mata Atlântica, garantindo também o direito à permanência e aos costumes daqueles que a protegem, assim como recuperar áreas degradadas e desmatadas.

4.

Enfrentamento à emergência climática

Por um novo ambientalismo dos territórios, do movimento indígena e que une todas as diferenças sociais para um chamado em comum na defesa da Mãe Terra.

O atual modo de produção e consumo, que enriquece poucos às custas da exploração e opressão de muitos, não pode ser sustentado pelo nosso planeta. As mudanças climáticas são a mais representativa consequência desse modelo. Não é mais uma ameaça distante, é realidade, concreta e urgente. A emergência climática se manifesta a nossos olhos com os eventos extremos: secas prolongadas, chuvas e enchentes, ondas de calor fora de época. Quem se beneficia dessas mudanças são aqueles que seguem lucrando e enriquecendo, enquanto as populações pretas, indígenas, nas periferias das cidades e no campo são quem mais sofre suas consequências. Não estamos no mesmo barco!

5.

Defender os rios, mares e nascentes

Defender os rios, mares e nascentes é defender não só a natureza, mas também a vida e a saúde de todas e todos.

A falta de acesso a água potável ameaça a todos nós. Em São Paulo, estamos às portas de uma nova crise de abastecimento hídrico causada, entre outros fatores, pela não conservação de nossos mananciais. Rios concretados, poluídos e mortos abastecem reservatórios desprotegidos. O desmatamento, impermeabilização e as monoculturas sufocam nascentes, que deixam de existir. Enquanto isso, no litoral, além do despejo de poluentes e lixo, vemos a pesca industrial afetar a biodiversidade marinha e a vida dos povos que vivem do mar. Água não é mercadoria. Sem ela não há vida. Precisamos proteger e recuperar a qualidade desse bem que é direito de todos os seres.

6.

Lutar contra a grilagem de terras, o garimpo, as madeireiras e o desmatamento nas florestas e demais biomas.

A economia da destruição que acontece na floresta é gerida por pessoas que têm como guia o ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, que promoveu um desmonte das políticas socioambientais. Por isso é preciso, em São Paulo, eleger quem defende a floresta e luta contra as oligarquias inescrupulosas.

Não é aceitável a produção pecuária e madeireira baseadas na destruição das florestas, com a regularização das invasões de terras públicas, com a invasão dos territórios Quilombolas, dos Territórios dos Povos Indígenas, como o governo Bolsonaro estimula.

Não podemos aceitar o garimpo com derramamento de mercúrio e outros contaminantes nos rios, com a destruição da floresta, matando os peixes, matando os Yanomami, matando os Munduruku, com a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras. O ouro, o diamante, o alumínio, e outros minérios não podem carregar o sangue indígena.

7.

Lutar pela reforma agrária.

Lutar pela reforma agrária, não apenas garantindo a demarcação dos territórios indígenas, mas também o direito do uso da terra para a vida, e não para o lucro. O acesso à terra deve ser democratizado.

A reforma agrária popular com a desglobalização do sistema alimentar, é um caminho único para cuidar da Amazônia, da Mata Atlântica e de todos os biomas e proteger o equilíbrio ecológico que nos sustenta, e que irá sustentar nossas netas e netos. Nós pertencemos a terra, não é a terra que pertence a nós – e muito menos a uma pequena oligarquia que manda nesse país.

8.

A produção de alimentos como parte da vida. .

Combater a fome e defender a agroecologia, as agroflorestas, a agricultura familiar e a agricultura urbana na construção de soberania alimentar.

O acesso a uma alimentação saudável, variada e livre de veneno não pode ser um privilégio para poucos. A produção agrícola no Brasil não pode ser de commodity. Alimentar nossa população deve ser nossa prioridade máxima. Para isso é preciso encurtar os ciclos de produção e consumo, incentivando a produção de alimentos próxima dos centros de consumo, reduzindo intermediários e valorizando o trabalho dos agricultores, incentivando novas formas de organização de quem planta comida e de logística de distribuição para quem precisa comprá-la. Também é necessário fortalecer agricultores que usam técnicas ecológicas, compatíveis com as características físicas, biológicas e culturais de seus territórios, além de estimular e fornecer apoio técnico àqueles que querem transicionar seus plantios para sistemas agroecológicos, agroflorestais etc.

9.

Reconstruir e reerguer

Reconstruir e reerguer, de forma ainda mais democrática, as instituições e organizações que o governo Bolsonaro destruiu com o desmonte de políticas socioambientais, visando a defesa da Amazônia e demais biomas.

Desde que Salles foi ministro do Meio Ambiente, Bolsonaro garantiu um plano de governo que passava (e passa) inicialmente pelo desmonte da já insuficiente estrutura governamental dos órgãos de controle ambiental. Vimos o esvaziamento de órgãos e entidades que se dedicam ao meio ambiente e à educação ambiental, além de inúmeras ações administrativas que, criminosamente, tem desmontado a política nacional de meio ambiente e do sistema de órgãos responsáveis por sua implementação. Junto a isso, sofremos o crescimento da violência contra os povos indígenas, ações criminosas como o “Dia do Fogo” orquestrada por fazendeiros na Amazônia e o aumento de assassinatos de ambientalistas como Dom e Bruno.

10.

Proteger e salvaguardar os saberes dos povos originários

Proteger e salvaguardar os saberes dos povos originários e historicamente oprimidos de nosso país.

Não existe natureza intocada. As florestas da Amazônia e da Mata Atlântica, que estavam aqui antes da invasão europeia, são fruto de milhares de anos de coexistência entre bioma e seus habitantes. Os povos que aqui estavam selecionaram e participaram da produção da biodiversidade que hoje conhecemos – e daquela que não conhecemos por ter sido extinta nos últimos 522 anos. Onde tem indígena, tem floresta de pé. Onde tem caiçara, tem manguezal preservado. Onde tem quilombola, tem nascente viva. É preciso garantir aos povos o direito a seus costumes e seus modos de vida.

11.

Uma nova economia solidária

Uma nova economia solidária, ecológica e sustentável a ser pauta nacionalmente, e São Paulo, como centro econômico do país, deve ajudar a propulsar essas novas ideias.

A lógica capitalista tem sido responsável pelas principais crises econômicas, sociais e ambientais no planeta, como a emergência climática, o aumento da pobreza, o desemprego,a desterritorialização das populações tradicionais e povos indígenas. Nenhuma economia pode ser promovida a partir do genocídio dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e dos camposenes e camponesas, mas sim, a partir do uso adequado dos recursos naturais disponíveis, respeitando a vida e as leis que regulam e estimulam a sustentabilidade do País. É urgente implementarmos experiências como a da economia solidária, centrada em fatores humanos, na emancipação sociopolítica do indivíduo favorecendo as relações os laços sociais, valorizando a reciprocidade e adotando formas comunitárias de propriedade sobre o princípio da solidariedade.

O Brasil é biodiverso, tem todas as condições de gerar empregos, rendas, mas com respeito à Mãe Terra e aos seres humanos.

12.

Por uma cara índígena para São Paulo

São Paulo, maculada pelas histórias dos bandeirantes que assassinaram tantos indígenas, tem a chance de se reconciliar com sua história e tornar as leis que tornam obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados realizáveis. Não é raro vermos professores e professoras que, ou desconhecem a lei, ou desejam implementá-la, mas não tiveram formação ou acesso a materiais adequados para tanto.

São Paulo tem condições de promover a divulgação e a produção de materiais que possam subsidiar o ensino dessas temáticas, especialmente materiais produzidos por autores indígenas e negros, bem como promover incentivos para a contratação de professores indígenas. É importante promover a permanência dos alunos indígenas nas escolas e nas universidades, para que, cada vez mais, os próprios indígenas tenham condições de produzir conhecimento e representar suas populações.

Além disso, é urgente lutar para que indígenas que vivem em contexto urbano sejam atendidos pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). O acesso à saúde é um direito fundamental e, para os indígenas, o direito à atenção diferenciada à saúde. É inadmissível que indígenas em contexto urbano tenham que acessar o judiciário para verem cumprida esta garantia constitucional.

14.

Por uma sociedade antirracista!

A pauta antirracista deve ser vista desde uma perspectiva ampla e interseccional, onde a defesa dos territórios esta diretamente ligada a vida. Precisamos enfrentar o racismo estrutural, mas também o racismo epistêmico – das ideias, e das formas de se estar no mundo – e o racismo ambiental. Isso quer dizer respeitar todas as formas de viver nos territórios tradicionais, seja a vida indígena, mas também quilombola, dos povos de santo, de terreiro, de fundo de pasto, caiçaras, de todas aquelas coletividades que vivem com amor ao território e que defendem a natureza como um bem comum a todas e todos, para que ninguém jamais volte a ser expulso de seu lugar sagrado de vida para dar lugar a projetos de desenvolvimento.

E que sempre tenham o direito de serem escutados e respeitados: O Direito de Consulta é um direito fundamental e constitucional, não apenas uma regulamentação Internacional.

15.

Garantir os direitos e a vida de pessoas LGBTQIA+

Defender o direito à diversidade e à pluralidade dos modos de vida para que ninguém mais morra por ser quem é.

São Paulo é o estado brasileiro que mais registrou mortes de pessoas trans em 2021 pelo 3º ano consecutivo. Dados como estes são tristes e alarmantes.

O estado com um dos maiores índices de desenvolvimento humano do país deveria lutar para ser exemplo de respeito e garantia de dignidade. Para isso, é urgente que as políticas públicas de segurança considerem a prevenção deste tipo de violência, atendam corretamente as vítimas, promovam investigações imparciais e o processamento de crimes.

As políticas de saúde devem considerar atendimento e cuidado diferenciado com a aplicação integral do Programa Nacional de Saúde da População LGBTQIA+ no SUS, casas de referência e abrigo, com atendimento psicológico e jurídico.

A democracia plena se alcança somente com a garantia de direitos, combate à discriminação e respeito à cidadania de todos.

A luta pela mãe Terra é a mãe de todas as lutas!

Me ajude a levar essa luta para o Congresso Nacional e vamos reflorestar nossas mentes e corações!

Mulheres indígenas no poder!